As Nações Unidas afirmam que os procedimentos alfandegários no Nepal, nomeadamente a cobrança de taxas, está a bloquear a ajuda da comunidade internacional, atrasando ou impedindo a receção de bens de primeira necessidade, destinados às vítimas do sismo que abalou o país há uma semana.

A responsável da ONU Valerie Amos afirma que o governo tem o dever de providenciar a ajuda que está a chegar da comunidade internacional de forma mais rápida e já apelou ao executivo nesse sentido.

As mesmas críticas foram feitas por várias ONG's. As organizações afirmam que a situação está a bloquear iniciativas que visam enviar bens de primeira necessidade a áreas mais remotas, onde a resposta de ajuda do governo tem sido ineficiente.

Centenas de produtos de ajuda não terão passado da fronteira com a Índia, porque os responsáveis dos serviços alfandegários não tinham ordens para autorizar a sua entrada sem a devida cobrança de imposto.

Entretanto, o número de mortos provocados pelo sismo já ultrapassa a barreira dos 7.000. Até agora, o governo confirmou 7.040 mortos e mais de 14 mil feridos.

E, apesar de ao longo da semana terem surgido história incríveis de pessoas que conseguiram sobreviver nas condições mais adversas, o governo diz que já não há esperança de encontrar mais sobreviventes.