A tradição é escandinava, os ingleses importaram-na para organizar o «Campeonato Britânico de Carregamento da Esposa» - que é uma tradução livre para «UK Wife-Carrying Championship», o nome da competição que se realizou em Dorking, uma pequena cidade situada no sul da Inglaterra, a pouco menos e trinta quilómetros de Londres.



A corrida tem apenas 380 metros mas o desafio é bem maior do que possa parecer, se se tiver apenas em conta a curta distância do percurso, que na verdade está repleto de obstáculos, como fardos de palha e água atirada sobre os participantes. Mas não só.



Tal como o nome da prova indica, trata-se de uma corrida feita por casais, em que um dos elementos carrega o outro, que tem de pesar no mínimo 50 quilos. E muito embora a premissa seja a de que o homem carrega a esposa, não tem de ser forçosamente assim.



Robert McCaffrey, da organização do campeonato, esclarece que os elementos do casal não têm de ser casados e que também já tiveram «mulheres a carregar homens, homens a carregar homens e mulheres a carregar mulheres... e acho que essas são praticamente todas as combinações possíveis».



O carregamento em si, esse, requer técnica apurada. A mais popular parecer ser a «estoniana», em que o 'carregado' segue pendurado, de cabeça para baixo, nas costas do 'carregador', apoiado nos seus ombros e com as pernas em volta do pescoço. Parece - e deve ser - complicado. Parece - e deve ser - cansativo e até doloroso.



A vitória pertenceu ao casal Richard e Anna Blake. O prémio foi um barril de cerveja, levantado triunfalmente pelo 'carregador' vencedor do campeonato, após ter corrido com a mulher aos ombros, numa prova rápida mas difícil e cheia de obstáculos. Mas... lá diz o povo: O amor ultrapassa todas as barreiras.