Um cidadão norte-americano captou em vídeo o momento em que esteve perigosamente perto de um tubarão branco com quatro metros encalhado em águas rasas, numa praia na localidade de Puertecitos, no Estado de Baixa Califórnia, no México, onde vive. Dale Pearson entrou no mar, no dia 27 de maio, com a intenção de salvar o que julgava ser uma baleia, mas depressa se apercebeu que estava perto do animal com o maior número de registos de ataques fatais a seres humanos.

Ao jornal The Huffington Post, Dale Pearson contou que ele, e um amigo, Eric Mack, que registou o momento em vídeo, perceberam que estavam diante de um grande tubarão branco, claramente atordoado, numa zona com água com cerca de um metro de profundidade. O animal tentou nadar em águas rasas várias vezes, mas acabou por ficar imóvel. Entretanto deslocou-se para uma zona em que água tinha cerca de dois metros de profundidade e ficou imóvel novamente.  

Quando se aproximou do tubarão, Dale Pearson percebeu que o animal tinha duas feridas na barbatana dorsal, que terão sido feitas pela hélice de um barco. 

Pearson publicou o vídeo na página de Facebook  da empresa de que é proprietário, a Pearson Brothers Winery, onde de imediato se tornou viral. 

Depois de verem o vídeo, investigadores do Instituto de Ciência da Conservação Marinha da Califórnia (Marine Conservation Science Institute of California) explicaram na página de Facebook que "as feridas causadas pela hélice de barco provavelmente não matariam o tubarão."

"Eles são excecionalmente fortes, com uma capacidade de cura incrível", escreveram.

Dale Pearson acredita que o tubarão se aventurou em águas rasas para caçar raias. Mark Domeier, biólogo marinho e presidente do Instituto de Ciência da Conservação Marinha da Califórnia, concorda com a afirmação.

"Os tubarões brancos são generalistas (e predadores) no que diz respeito à sua dieta", escreveu Domeier no Facebook. "Por outras palavras, eles comem o que querem, a qualquer momento."

Durante o incidente, Dale Pearson e o amigo acabaram por ficar feridos, não pelo tubarão branco, mas pelas raias que os picaram e os deixaram a sangrar.