O presidente da Rússia, Vladimir Putin, libertou tigres que atravessaram a fronteira e «emigraram» para a China. Um deles, Ustin, é suspeito de ter atacado um curral de cabras, matando duas.
 
Putin libertou três tigres siberianos, em junho, numa floresta russa, na região de Amur, como parte de um programa de preservação da espécie. Os tigres pertencem a uma ninhada de cinco crias encontradas há dois anos e que, após serem criados em cativeiro, foram colocados em liberdade, três deles numa cerimónia presidida pelo presidente russo.
 
A quinta, onde se deu o ataque, localiza-se numa ilha do rio Amur, na fronteira entre a Rússia e a China. Segundo especialistas citados pela agência, as pegadas deixadas no local após o sucedido, ocorrido no domingo, indicam que foi Ustin que ali esteve.
 
Há semanas que a imprensa chinesa segue as peripécias de Ustin e Kuzya, os dois «tigres de Putin», que neste momento vagueiam em território chinês, tendo aproveitado o congelamento do rio localizado na fronteira para emigrarem.
 
As autoridades pediram aos moradores da ilha, partilhada pela Rússia e pela China, que se mantenham afastados do felino e não o alimentem.
 
A agência chinesa Xinhua Kuzya, informou que o outro tigre libertado e que também foi para a China, estava a tentar regressar para a Rússia, na semana passada.
 
O fato de dois tigres do chefe de Estado russo terem alcançado a China foi motivo de muitos comentários nos meios de comunicação internacionais, onde se brincou com a «deserção» dos grandes felinos.
Apenas cerca de 500 tigres siberianos vivem atualmente em habitat selvagem, a maioria na Rússia, no entanto 20 encontram-se no nordeste da China e na península coreana, perto da fronteira de ambas as regiões com o território russo.