Sem conhecer a vítima, o raptor ou os avós desesperados em encontrar a neta, um jovem inglês ajudou, a oito mil quilómetros de distância, o FBI a deslindar o caso do desaparecimento de Yvette Henley, de apenas quatro anos.

Tudo graças a uma amizade improvável no Facebook e a uma pizza que não chegou a ser entregue num motel no Arizona, Estados Unidos.

Mas comecemos pelo início.

Yvette Henley estava desaparecida há várias semanas, depois de ter sido levada pelo pai, Virgil Lamar Henley, de 28 anos, para parte incerta, ainda antes de um tribunal norte-americano ter decidido atribuir, a 20 de junho, a guarda da menina aos avós, Gary e Kim Forester.

Desde então que o FBI estava no alcance do raptor, mas sem sucesso.

Foi então que os avós decidiram investigar por conta própria e descobriram que o progenitor tinha um perfil no Facebook sob o nome de Mark Johnson e que o “falso” Virgil era “amigo” do britânico Harry Brown. Uma daquelas amizades em que os amigos são desconhecidos. Gary Forester contactou Harry por mensagem no Facebook, explicou-lhe a situação, disse-lhe que tinha uma recompensa de dois mil dólares, como que a prever que a solução podia estar do outro lado do Atlântico.

O jovem Harry, de 21 anos, que em tempos já tinha trocado mensagens com o pai da menina, voltou a contactá-lo e durante dois dias conversou trivialmente com Mark, ou melhor, Virgil, que disse estar cheio de dores de rins e como tal não se conseguia mexer. Foi então que aproveitou para lhe oferecer uma pizza, oferta que o raptor aceitou, não porque tivesse vontade de comer mas porque apetecia à mulher.

Virgil não só lhe deu o nome do motel no Arizona onde estava escondido, como o número do quarto, o 120.

E quando bateram à porta, não era a pizza e sim a polícia.

Yvette Henley foi entregue sã e salva aos avós, que não se cansam de partilhar imagens da neta.