A poluição atmosférica aumenta o risco de ansiedade, é o que revela um estudo realizado por investigadores das universidades Johns Hopkins e Harvard, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado no «British Medical Journal», um semanário dedicado à medicina, analisou 71 271 mulheres entre os 57 e os 85 anos de idade.

Numa primeira fase, foi avaliada a exposição das mulheres em estudo a partículas de poluição. Depois, todas responderam a um questionário sobre sintomas de ansiedade.

Os resultados mostram que 15% das mulheres experimentaram sintomas elevados de ansiedade. A exposição à poluição atmosférica relacionou-se sempre com um maior risco de ansiedade.

As mulheres que residem até 200 metros de uma estrada principal são as mais suscetíveis de sofrer de sintomas de ansiedade. Aquelas que residem a mais de 200 metros são as menos suscetíveis. Por outro lado, a exposição recente à poluição também indica sintomas de ansiedade mais recorrentes.

Michael Brauer, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, alerta que este estudo «confirma a urgente necessidade de gerir a contaminação do ar a nível mundial, porque é uma causa de más condições de saúde, não só a saúde cardiovascular mas também a saúde mental».

A ansiedade é o transtorno psiquiátrico mais comum e afeta 16% das pessoas em todo o mundo, em algum momento da vida. A perturbação é responsável pela diminuição da produtividade, pelo aumento da necessidade de cuidados médicos e pelo aumento de tendências suicidas.