Os agentes do 7º Batalhão da Polícia Militar, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, encontrou, na última sexta-feira, uma criação de lagartos, que os traficantes da Favela do Martins, Complexo da Coruja, estariam a usar para assustar os rivais e em sessões de tortura.
 
De acordo com a imprensa brasileira, a polícia encontrou os animais aprisionados em barris de plástico, um método usado para deixar os animais ainda mais nervosos e serem mais úteis nas sessões de tortura. As sessões seriam usadas para obter informações que permitiriam o controlo de pontos de venda de drogas.
Os répteis estavam junto a uma casa abandonada, onde foi também apreendido material para pesagem e embalagem da droga. A polícia chegou ao local após uma denúncia anónima. Houve confrontos entre polícia e traficantes, mas sem detenções ou feridos.  
 
Os animais pertenceriam ao traficante Wallace Batista, conhecido como Pixote, que está a monte.
 
A utilização de animais selvagens no apoio ao tráfico não é novidade no Brasil. No dia 30 de outubro, a polícia apreendeu, em Itaboraí, um jacaré. De acordo com a polícia, o animal era usado para pressionar toxicodependentes devedores a quitarem a dívida.
 
Em 2011, a polícia apreendeu, na Favela da Rocinha, porcos a um dos traficantes mais conhecidos da região. Os animais serviriam para eliminar provas de homicídios relacionados com o tráfico.