Um sueco que ficou paralisado depois de um derrame cerebral ouviu os médicos falar em doar os seus órgãos, enquanto estes pensavam que o homem estava inconsciente.

Jimi Fritze sofreu o acidente há dois anos em Gotemburgo, conta o «Telegraph». Quando chegou ao hospital, completamente paralisado, os médicos analisaram o caso e informaram os familiares que o paciente não iria sobreviver. Também conversaram sobre a eventual doação dos seus órgãos. Durante todo esse tempo, Jimi estava consciente.

«Ouvi-os falar acerca da doação, eles queriam fazer experiências ao meu fígado e rim. Não conseguia falar nem mexer-me, não conseguia alertar que estava consciente», relata o homem.

«Estava assustado porque pensava que ia morrer e iria ser doloroso», acrescentou.

Foi uma médica mais experiente, entretanto regressada de férias, que acabou por lhe salvar a vida ao decidir olhar novamente para os raios-x e acreditar que o utente iria recuperar. Alguns dias depois Jimi começou mesmo a dar sinais de vida.

Agora, dois anos depois, o homem decidiu apresentar queixa contra o Hospital Sahlgrenska, em Gotemburgo. As autoridades estão a analisar o caso e a levá-lo «muito a sério».