«A ideia do boneco surgiu quando estava no fim da faculdade. Vi que seria difícil entrar numa boa agência, sendo recém-formado, por isso procurei uma forma de me diferenciar. Defini que seria um boneco porque já tinha o material para produzir a maior parte do equipamento. Queria que as agências reparassem em mim e me dessem uma oportunidade», conta Henrique Murate, de 26 anos, ao G1.

Os bonecos têm cerca de 25 centímetros de altura e são entregues numa caixa personalizada, que leva o currículo do jovem. Foram feitas 50 unidades e cerca de 30 já foram entregues em agências de publicidade de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

Murate primeiro fez o desenho do rosto do boneco, mas como não gostou do resultado decidiu recorrer a uma caricatura, que depois foi digitalizada e transferida para o tecido. Uma costureira finalizou o boneco e o publicitário fez o layout da caixa, imprimiu numa gráfica e montou tudo.

 

O jovem ainda enviou o currículo por e-mail e candidatou-se em sites de emprego, mas não obteve resultados.

«Quando pensava em enviar já o imaginava na gaveta, no lixo ou na caixa de spam», relata Murate.

Para entregar os currículos, Murate foi até à sede das agências, em São Paulo e no Rio de Janeiro, esperava que alguém entrasse ou saísse do edifício e entregava o boneco.

 

«Fui pessoalmente, sem saber o nome da pessoa a quem deveria destinar o boneco. Quando não conseguia, deixava na receção e explicava a situação», conta.

No total foram 15 dias de entrega durante o mês de novembro.

 

O publicitário foi procurado por uma start up da sua região, mas até ao momento apenas três agências, que receberam o boneco, o contactaram.

 

O percurso de Murate pode ser acompanhado no Facebook, numa página criada pelo jovem para mostra as suas «aventuras» durante a entrega do boneco-currículo.