O Pikachu vai mudar de nome em Hong Kong, na China, e os fãs estão furiosos. A mudança motivou uma petição que já reuniu mais de 6.000 assinaturas na Internet e ainda um protesto que juntou dezenas nas ruas.

Na origem da polémica está a tradução escolhida para os dois novos videojogos da saga, "Pokemon Sun” e “Pokemon Moon”. A Nintendo anunciou que vai utilizar o mandarim, ao invés do cantonês - que é a língua maioritária em Hong Kong. Assim, o nome do famoso pokémon amarelo em Hong Kong vai deixar de ser  比卡超 (que se lê “Beikaachyu”) para passar a ser 皮卡丘 (que se lê “Pikaqiu”).

Os fãs da saga Pokémon, criada há 20 anos pelo japonês Satoshi Tajiri, não gostaram da mudança e resolveram agir para que a Nintendo não levasse as suas intenções a bom porto. 

Em março, uma petição que foi partilhada na Internet e já reuniu cerca de 6.000 assinaturas. Depois, dezenas decidiram protestar nas ruas.

Apesar destes esforços, a Nintendo parece ignorar os apelos dos fãs e espera-se que a mudança venha mesmo concretizar-se, para o desagrado de milhares.

É certo que a alteração pode não ter qualquer razão política ou significado especial, mas é o suficiente para os habitantes de Hong Kong questionarem uma eventual perda de identidade da região. No passado, Hong Kong foi palco de várias invasões e tomadas de poder. Hoje, os seus residentes não querem perder a autonomia da região em relação ao poder central de Pequim.