As fotografias já fazem parte de cartazes e postais da cidade de Krasnoyarsk, na Russia, há décadas. O denominador comum é mesmo a imagem de uma rapariga que aparece nesse conjunto de mais de 20 fotografias, sempre com a mesma expressão facial e com roupa bastante idêntica.

A rapariga aparece nos locais mais marcantes da cidade, mas de uma forma discreta, tendo mesmo passado despercebida até agora.


A rapariga quase passa despercebida entre os portões da mansão. Só com as novas tecnologias se consegue perceber que é a mesma rapariga em todas as fotos. (Facebook / The Bad Guys)



As novas tecnologias de zoom em fotografias amareladas permitiram confirmar que é a mesma rapariga em todas as fotografias. O zoom permitiu também chegar à conclusão de que a rapariga não usa sempre a mesma roupa nas fotos, porque há certos detalhes que mudam, mas o conjunto em si é muito semelhante.

Aproximação de imagem à rapariga deixa perceber que é sempre a mesma pessoa. A menina nunca sorri e aparece sempre com um ar taciturno. (Facebook / The Bad Guys)


A menina parece pertencer a uma família rica, da Russia pré-Bolchevista. Os investigadores suspeitam que as fotografias foram tiradas entre 1906 e 1908.

O Museu Regional de Krasnoyarsk já deu o nome de “Phantom Girl” à coleção de fotografias e lançou agora uma busca por informações para descobrir quem é a misteriosa rapariga. Existem poucas pistas a seguir além das imagens.

Em algumas das fotografias foram encontradas as inicias "F.E.A", que se julgam pertencer ao fotógrafo.

Algumas fotografias chegaram ao museu através da coleção privada de Nikolai Grigorovskiy, dono de uma livraria em Krasnoyarsk, antes da revolução comunista. O museu também recebeu alguns negativos, ainda em vidro, que pertenciam ao fotógrafo Ludwig Yulyevich Wonago, que até poderia ser o responsável pelas fotos se as iniciais correspondessem às encontradas em algumas fotografias (F.E.A)

A rapariga nunca é o foco das fotografias. Parece aparecer sempre por coincidência. (Facebook / The Bad Guys)

 

“Pensamos que a rapariga pode ser filha ou sobrinha do fotógrafo, mas não temos a certeza, uma vez que nem sabemos o nome do responsável pelas fotos”, disse Ilya Kuklinsky, investigadora do Museu Regional de Krasnoyarsk, ao The Siberian Times.


Como a roupa usada nas fotografias sugere que a rapariga provém de famílias ricas, e caso ela seja natural de Krosnyarsk, é possível que tenha conseguido escapar à revolução bolchevista de 1917. Os investigadores supõem que a rapariga possa ter fugido para outro país e que haja pelo mundo alguém que conhece a sua história ou pelo menos o seu nome.
 

Segundo os investigadores, existem alguns detalhes que mudam ao longo das fotografias, na roupa da menina. Mas a maior parte da indumentária é sempre a mesma, tal como a maneira como pousa. (Facebook/ The Bad Guys)