O Museu de Arte de Milwaukee, nos Estados Unidos, adquiriu um retrato do Papa Bento XVI feito de preservativos e está a gerar indignação entre católicos.

Desde que o museu acolheu o quadro, a administração já recebeu cerca de 200 reclamações, muitos clientes cancelaram a fidelização ao museu, um investigador abandonou a instituição e um mecenas deixou de apoiar o centro de arte.

Fonte oficial do museu garante que também há muitas pessoas a apoiar a receção da nova obra de arte e que o número de sócios da instituição, incluindo católicos, tem aumentado. A instituição garante ainda que a aquisição do quadro não teve a intenção de ofender alguém, sendo católico ou não.

Don Layden, presidente do museu, falou ao jornal local  Sentinel e explicou o propósito da aquisição do quadro.
 

«Queremos lançar uma discussão sobre doenças sexualmente transmissíveis. É minha esperança que o quadro, no museu, seja o foco dessa discussão».


O arcebispo de Milwaukee enviou uma carta ao museu a manifestar a indignação pela nova obra de arte e utilizou a Internet para criticar a decisão da instituição:
 

«Perdemos o sentido do sagrado, tudo se tornou profano e sujeito à nossa apreciação individual».



O museu norte-americano recebeu o retarto de um defensor de dirteitos dos homossexuais da cidade de Milwaukee. O homem, que comprou o quadro por cerca de 22 500 euros ao artista Niki Johnson, cedeu-o ao museu a custo zero. Joseph Pabst, o dono do quadro, também falou com o mesmo jornal:
 

«Eu não comprei o quadro por ser bonito. Eu comprei-o porque acho que é polémico, e isso é importante. Esta peça tem uma função: fazer as pessoas pensar e discutir».


David Gordon, diretor do museu entre 2002 e 2008, aplaude a chegada do quadro:

«Ofende a Igreja Católica? Não há problema. Se um museu não ofender alguém em alguma altura, então não está a cumprir o seu papel. A controvérsia é o alimento da democracia».


O quadro vai estar disponível para visita a partir do outuno, altura em que o museu reabre as galerias de exposições permanentes, fechadas para obras.