Um jovem de 16 anos que frequenta um colégio católico em Wellington, na Nova Zelândia, não vai, afinal, ser obrigado a cortar o cabelo para poder regressar às aulas, depois de ter vencido uma batalha judicial que condenou a escola.

Segundo a AP, Lucan Battinson mantém o cabelo longo, apesar de o seu colégio exigir que os rapazes usem o cabelo curto. O jovem usou sempre o cabelo apanhado, para impedir que ficasse diante dos olhos ou ao nível do colarinho, mas ainda assim, a escola exigia que o jovem seguisse o padrão oficial do regulamento.

Os pais de Lucan seguiram para tribunal, e o juiz acabou por dar razão ao jovem, ao concluir que o seu corte de cabelo não representa uma ameaça para os outros estudantes, assim como não serve de justificação para uma suspensão. O juiz afirmou, ainda, que a escola não foi suficientemente explícita quanto às regras dos cortes de cabelo.

O tribunal considerou que Lucan não se trata de um jovem desordeiro, e a sua intenção de manter o cabelo longo não procura ser uma demonstração de rebeldia. Pelo contrário, o juiz considerou que o estudante é um cidadão exemplar, uma vez que até já recebeu uma medalha de coragem, por ter participado num salvamento de duas jovens que estiveram perto de se afogarem numa praia.

Até à oficialização da decisão, Lucan vai poder frequentar as aulas normalmente. Os pais do jovem estão satisfeitos com a decisão e não compreendem as críticas de que são alvo por parte de terceiros.

«Em 2014, se não se questiona o comprimento do cabelo das raparigas, porque são as regras diferentes para os rapazes? As críticas que temos recebido magoam e são desnecessárias», afirmam os pais do jovem.