Um assassino ganhou uma batalha judicial na Nova Zelândia para poder usar uma peruca na prisão, conta a BBC.

Phillip John Smith conseguiu fugir do país em 2014, durante uma saída temporária da prisão, utilizando uma peruca e um passaporte ilegal.

Pouco tempo depois, foi apanhado pelas autoridades brasileiras, no Rio de Janeiro, e deportado de volta.

No Tribunal Superior de Auckland, John Smith argumentou que a sua peruca era uma “obra de arte” essencial para a sua autoestima. No entanto, o juiz decidiu ignorar o seu argumento relativo ao “direito fundamental à liberdade de expressão”. Ainda assim, o presidiário conseguiu convencer o tribunal a deixá-lo usar a peruca.

Smith foi condenado em 1996 por assassinar o pai de uma criança de que tinha abusado sexualmente. Depois de tentar fugir para a América do Sul em 2014, foi apanhado e está a cumprir pena de prisão perpétua.

Para além do assassinato, John Smith foi condenado por extorsão, roubo agravado e ofensas sexuais.

John Smith tornou-se um caso público na Nova Zelândia quando noticiaram que era careca e tinha usado uma peruca para fugir do país. Para reaver o seu objeto, que considerava fundamental, Smith chamou a atenção dos media e disse que se sentia “inferior e humilhado”.

O juiz aprovou na passada quinta-feira o uso da peruca enquanto estivesse preso, mas recusou um pedido de indemnização.

Depois deste caso, os regulamentos da prisão da Nova Zelândia foram revistos.