A companhia aérea Air India ameaçou suspender as funções de 600 assistentes de bordo, caso não emagreçam. Todos aqueles que não se encontrarem dentro dos parâmetros do IMC previsto pela empresa, que vai de 18 a 22, terão de trabalhar em terra.

A companhia avisou os trabalhadores que teriam de perder peso em seis meses ou que lhes seriam atribuídos novos postos, no aeroporto. O aviso foi dado a 600 trabalhadores, cerca de 17% dos assistentes de bordo da Air India, que não obtiveram resultados considerados “normais” no teste de índice de massa corporal.

Segundo as diretrizes da empresa, o IMC de uma assistente de bordo deve estar entre os 18 e os 22, pois resultados entre os 22 e os 27 são enquadrados na categoria de “excesso de peso” e acima de 27 em “obeso”. Para o sexo masculino, o valor “normal” deve enquadrar-se entre os 18 e os 25.

 Medidas bem diferentes das decretadas pelo Departamento de Saúde norte-americano, que define que um IMC normal, para uma mulher adulta, deve estar entre os 18.5 e os 24.9, considerando-se apenas que existe “excesso de peso” em pessoas com um índice de 25 a 29.9 e “obesidade” em valores superiores a 30.

Mas mesmo os protestos da União dos Comissários de Bordo não foi o suficiente para fazer com que a Air India alterasse os parâmetros de avaliação e considerasse que as 600 pessoas que tiveram resultados insatisfatórios estão “temporariamente incapazes” de desempenhar as suas funções.

“Cerca de 130 desses trabalhadores chumbaram na reavaliação. Vamos declará-los permanentemente incapazes de desempenhar as funções enquanto assistentes de bordo”, afirmou um porta-voz da Air India, em entrevista ao The Telegraph.


A estes comissários vai ser oferecida a possibilidade de desempenharem outras funções ou a “reforma voluntária”.

“A estes trabalhadores já foram disponibilizados 18 meses para atingirem o IMC, mas falharam, não nos dando outra possibilidade senão substitui-los”, acrescentou o porta-voz. “Pessoas que estão em melhor forma conseguem responder mais rapidamente e de forma mais eficaz, numa situação de emergência”.


A utilização do IMC para medir os níveis de saúde da população tem sido criticada por alguns especialistas, uma vez que calcula apenas o rácio entre a altura e o peso e não tem em conta outras medidas, como a percentagem de gordura corporal.