O candidato do Partido Trabalhista Português (PTP) à Câmara de Matosinhos Orlando Cruz formalizou hoje a sua candidatura junto do tribunal local, onde chegou montado no burro troika, que o acompanhará em toda a campanha.

«Tive que vir de burro porque é o único que não paga portagens», afirmou à Lusa Orlando Cruz, adiantando que, pelo mesmo motivo, este será o seu «meio de transporte oficial» durante toda a campanha eleitoral.

Entredentes, o candidato confidenciou que o burro se chamava originalmente Passos Coelho, mas que o seu advogado lhe disse que, «juridicamente, não dava» para manter este nome, pelo que o animal foi rebatizado de troika.

Admitindo que a sua campanha «tem alguma coisa de hilariante», Orlando Cruz confessou que, se assim não for, «não tem comunicação social» a acompanhá-lo, mas destacou que esta é, também, a sua forma de «expressar filosoficamente» o que pensa sobre a sua cidade natal Matosinhos.

«A minha luta é contra todos os políticos, da esquerda à direita», sustentou o candidato do PTP, que se afirma convicto de que «vai ganhar» as autárquicas de 29 de setembro e se diz diferente dos opositores por não ser «camaleão» e por ser «um Che Guevara» que olha para os problemas reais.

Atualmente «empresário falido», Orlando Cruz diz ter já sido ¿taxista, camionista, ator de novelas, dono de restaurantes e de supermercados¿, mas conta também no curriculum com duas candidaturas à Presidência da República, várias a deputado, uma à Câmara de Gondomar e ainda outra à presidência de uma junta de freguesia.

Quanto aos seus projetos para Matosinhos, Orlando Cruz afirmou recentemente à Lusa pretender «transformar a cidade na mais ecológica e bonita», investindo para que haja «alegria, divertimento e diversão para os turistas».

Mas «os moradores [de bairros] que não respeitarem o silêncio, que não tratarem as suas casas como deve ser, comigo não vão ter outra coisa senão uma saída», alertou.

«Transformar Matosinhos [numa cidade] tipo Paris ou Leon, onde se veem flores e jardins em todo o lado» é o objetivo, disse então, confessando: «O cimento a mim mete-me uma aflição terrível», reporta a Lusa.