Uma chilena de 92 anos, de San Antonio, descobriu que carrega há 50 anos um feto petrificado no seu abdómen, um fenómeno raro conhecido como litopédio.

O feto foi descoberto quando a mulher se deslocou ao hospital na sequência de uma queda.

Como conta a BBC, foi um “raio x” que detetou a presença do feto com cerca de dois quilos, que terá morrido há décadas sem o conhecimento da mulher.

O diretor do hospital, Marcos Vargas Lazo, disse, à Efe, que o feto é “grande” e ocupa "toda a cavidade abdominal" da idosa, o que indica que estava já bastante desenvolvido quando morreu (cerca de sete meses).

Devido à idade avançada da paciente, e à ausência de dor, os médicos decidiram não remover o feto petrificado, devido aos riscos associados a uma cirurgia.

Os casos de litopédio são extremamente raros e acontecem quando o feto se desenvolve fora do útero e o bebé acaba por morrer. Uma gravidez abdominal acontece uma vez em cada 11 mil, mas apenas 1,5% a 1,8% se transformam em litopédios.

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas, Brasil, analisou o fenómeno em 2000 e, através de casos documentados, concluiu que existem apenas cerca de 300 registados, dos quais dois terços ocorreram em mulheres com mais de 40 anos.