Um habitante da cidade de Nosushiobara, no Japão, partilhou nas redes sociais algumas fotografias que mostram margaridas deformadas. As imagens estão a causar polémica na Internet, com muitos utilizadores a atribuir o aspeto das flores ao desastre nuclear de Fukushima, em 2011.
   

“A planta do lado direito cresceu e dividiu-se em dois caules, com duas flores coladas uma à outra. Na do lado esquerdo cresceram quatro caules, juntos, e que têm uma flor em forma de anel”, escreveu @san_kaido, no Twitter.

Muitos utilizadores acreditam que as margaridas cresceram com este aspeto devido à radioatividade, presente no local desde o acidente na central nuclear de Fukushima, a apenas 113 quilómetros da cidade.

De acordo com os especialistas, o crescimento anormal das flores pode dever-se a um desequilíbrio hormonal. A condição tem o nome de fasciação e pode originar mutações vasculares nas plantas e provocar deformidades.

Apesar do estranho aspeto das flores, @san_kaido garante que os níveis de radiação na área são seguros.

Contudo, foi detetada radiação a 97 quilómetros da central nuclear. Continuam a surgir relatos dos efeitos do desastre de Fukushima, quatro anos depois dos reatores derreterem, após um tsunami na costa japonesa. Recentemente foram avistadas frutas e vegetais que apresentavam mutações, que podem ter sido provocadas pela radiação que contaminou a água.