Uma família norte-americana, em choque pela morte da matriarca durante umas férias nas Caraíbas, sofreu uma comoção ainda maior quando abriu o caixão um pouco antes do funeral e encontrou o corpo errado. Lisa Kondvar, residente em Warwick, Rhode Island, ficou horrorizada quando abriu a urna onde deveria estar o corpo da mãe, Margaret Pokka, e viu o cadáver de outra mulher. Aconteceu a 9 de dezembro de 2013 e Lisa Kondvar ainda está à procura dos restos mortais da mãe.

De acordo com a CNN, Margaret Pokka, de 82 anos, morreu durante umas férias em família em St. Maarten, nas Caraíbas. Uma outra mulher morreu mais ou menos na mesma altura e as autoridades acreditam que os corpos foram trocados de forma acidental antes de serem trasladados.

Lisa Kondvar explica que a família recebeu a informação de que, logo após a morte, o corpo da mãe tinha sido levado para a casa mortuária Emerald em St. Maarten. Na altura, o agente funerário recusou o pedido da família para ver a mãe e exigiu que fosse feita uma transferência bancária no valor de 7 mil dólares (5 123 euros) para que o corpo fosse enviado para os EUA.

Lisa Kondvar conta ainda que a irmã, que estava de férias com a mãe, retirou todas as joias a Margaret Pokka antes de o corpo ter sido levado para a agência funerária. Agora, o corpo da desconhecida que estava no caixão tinha com ele uma bolsa vermelha com um colar com a letra «E». Na bolsa, havia também um anel e uma pulseira hospitalar com a inscrição «angina», uma doença cardíaca.

«O nome da minha mãe é Margaret e ela não tinha angina de peito», diz Lisa Kondvar à CNN.

Uma investigação posterior revelou que uma mulher de nacionalidade canadiana tinha morrido no mesmo dia que Margaret Pokka, apenas com algumas horas de diferença, e que o corpo fora cremado em Ottawa, no Canadá.

«A família contratou um detetive privado, que está a trabalhar com funcionários do departamento de Estado, para tentarem contratar um advogado internacional», afirma Lisa Kondvar.

Lisa Kondvar acrescenta que se a família conseguir localizar as cinzas do corpo que foi cremado no Canadá, e de alguma forma provar que são de Margaret Pokka, vão querê-las de volta. Ter de volta as cinzas da mãe vai pelo menos permitir fazer o luto. Isto depois de a família não ter sido informada da causa da morte e de a certidão de óbito de Margaret Pokka referir que se trata de um homem, remata Lisa Kondvar.