Uma empregada da Subway esteve presa durante oito horas num frigorífico de uma loja, em Glocester, na Inglaterra. O estado de desespero de Karlee Daubeney foi tão grande que usou ketchup e maionese para escrever mensagens de socorro em pedaços de cartão.
 

“Eu estava a tentar escrever ‘socorro’ nalguns pedaços de cartão, para passar por baixo da porta”.


Contudo, as tentativas para chamar à atenção do resto do staff foram em vão.

No dia 30 de dezembro, a empregada, de 20 anos, estava a trabalhar no horário da noite sozinha e, de acordo com o testemunho concedido ao The Independent, teve de dirigir-se ao frigorífico para guardar um pacote de leite. A porta da divisão acabou por fechar-se atrás dela e trancá-la.

As temperaturas estavam poucos graus celsius acima dos zero e Karlee Daubeney só tinha vestidas umas leggings e uma t-shirt da Subway.

A empregada só foi auxiliada no dia seguinte, às 7.30h da manhã, quando outro funcionário da loja chegou e abriu o frigorífico.
 

“No início entrei em pânico e estava à procura de alguma coisa que pudesse abrir a porta. Cheguei ao ponto de ter tanto frio que já não tinha energia para bater na porta. Os meus músculos ficaram tão frios que foi difícil andar durante vários dias, tive enxaquecas e pele seca em redor do nariz. Quando fui ao hospital, no dia seguinte, disseram-me que estive perto da hipotermia”.


Segundo o The Independent, o incidente causou ainda efeitos secundários, a longo prazo. Karlee afirmou que não saiu “de casa durante muito tempo” e que o episódio fez com que começasse a “sofrer de ataques de pânico”. Mesmo após um ano, a funcionária diz sentir ainda “ansiedade”.

A indiferença da entidade patronal fez com que Karlee usasse as redes sociais para protestar contra a Subway, que, segundo a mesma, “não perguntou se estava bem” e ainda questionou se poderia ir trabalhar no dia seguinte.

 
A empregada apresentou queixa contra a Subway, que enfrenta agora um processo por causa de infrações relativas à saúde e segurança no local de trabalho.

O incidente, que só agora chegou a público, não mereceu um comentário por parte da cadeia de fast food, que limitou-se a declarar, num comunicado, que “o caso está ainda a ser investigado”.