É habitual os habitantes das vilas de Yakel e Yaohnanem juntarem-se para falar e rezar ao príncipe, enquanto partilham uma substância inebriante produzida pelas plantas locais.

“Nós acreditamos que o príncipe Filipe é filho do nosso Deus, que vive nas montanhas”, conta Jimmy Joseph, um habitante de Tanna, em declarações à Associated Press. “Nós pedimos-lhe para as plantações crescerem ou para nos dar sol ou chuva. E resulta.”

O marido da Rainha Isabel II vai celebrar 94 anos, mas a possibilidade de falecer brevemente não assusta os crentes. Joseph e os restantes membros da tribo consideram que o culto vai continuar sempre e que o duque de Edimburgo nunca morrerá.

As origens do movimento religioso ainda não são claras, mas pensa-se que tenha começado nos anos 60, para se opor a um outro culto popular na ilha: a veneração a John Frum, um soldado norte-americano que participou na Segunda Guerra Mundial.

Apesar de nunca ter conhecido a ilha Tanna, a família real visitou Vanuatu em 1974, o que ajudou ao crescimento da religião. O próprio príncipe já enviou uma fotografia à população e, recentemente, cinco habitantes que participaram no reality show “Meet the Natives”, tiveram oportunidade de conhecer Filipe em pessoa.

“Conhecê-lo foi maravilhoso. Foi como estar num mundo espiritual”, disse Joseph.