Os polícias de Honolulu, no Havai, defendem que o Estado lhes deve conceder isenção para ter relações sexuais com prostitutas, durante as investigações. As autoridades defendem que é necessário haver proteção jurídica para prender os infratores em flagrante.

Apesar do pedido, alguns críticos, incluindo especialistas em tráfico humano e outros polícias, acreditam que a estratégia é desnecessária e poderá afetar ainda mais as prostitutas, que muitas vezes são forçadas a trabalhar, a mando de outras pessoas.

O especialista em tráfico humano Derek Marsh disse que essa isenção é «antiquada na melhor das hipóteses». «Isso não ajuda no progresso dos casos e, na pior das hipóteses, as autoridades podem traumatizar ainda mais alguém. Você acha que ele ou ela vão confiar de novo num polícia?», perguntou Marsh.

«O procedimento e a conduta dos agentes infiltrados está devidamente regulamentado por um departamento legal, que por natureza mantém as informações confidenciais», explicou o agente, Jerry Inouye ao Comitê Judiciário.

Apesar de pretender uma lei abrangente, «todas as alegações de má conduta serão investigadas e as medidas disciplinares necessárias serão tomadas», disse Michelle Yu, porta-voz da polícia de Honolulu, através de um e-mail, citado pela WRCBtv.