Para evitar o "copianço" nas provas de admissão ao exército, o estado de Bihar, leste da Índia, adotou medidas extremas: os candidatos foram obrigados a realizar os exames sentados no campo em roupa interior, munidos somente do papel da prova e de uma caneta, enquanto eram vigiados por oficiais, revelou o jornal Indian Express.

Os candidatos foram convidados a despir as suas roupas para poupar tempo na inspeção e evitar as cábulas durante a prova”, explicou fonte do escritório regional do exército.

Na Índia, os dias de recrutamento para o exército são sinonimo de enchente nas unidades militares. São milhares de homens a candidatar-se às vagas e os oficiais têm dificuldade em controlar e vigiar os candidatos durante as provas escritas. Os relatos de fraude e recurso a cábulas são frequentes.

Mas a medida não agradou à tutela. O ministro da Defesa, Manohar Parrikar, já pediu a abertura de uma investigação para apurar o sucedido e perceber se foram violados os direitos humanos e a dignidade dos candidatos.

Fonte do exército garante que esta medida foi adotada depois de muitos candidatos terem denunciado outros que tinham consigo anotações nos telemóveis, na roupa e em dispositivos Bluetooth.