Um geneticista norte-americano acredita que a espécie humana nasceu do cruzamento entre um chimpanzé fêmea e um porco.

Eugene McCarthy, especialista em animais híbridos, diz que a sua teoria não só explica as poucas diferenças entre humanos e chimpanzés, como algumas das semelhanças com os porcos.

O cientista explica que os humanos têm um conjunto de características que os diferenciam dos outros primatas, deixando uma pergunta com resposta: «E qual é o animal que tem todas essas características? O sus scrofa, o porco comum.»

O seu estudo, rejeitado por várias revistas especializadas, que se recusaram a publicá-lo, está disponível num website criado pelo próprio.

As características físicas que McCarthy aponta como semelhanças com os porcos e que nos separam dos chimpanzés são a pele sem pelo, uma camada de gordura subcutânea, olhos claros, narizes salientes e pestanas grandes. A estrutura da pele e de alguns órgãos, muitas vezes usados na medicina em humanos, são outros dos elementos que McCarthy aponta como semelhanças com os suínos.

Segundo o geneticista, o primeiro acasalamento terá sido sucedido por outros que foram aperfeiçoando a compatibilidade dos dois animais para produzir crias, ficando mais parecidos com os chimpanzés do que com os porcos ao passar de gerações.

A teoria já se tornou polémica, com alguns investigadores a desacreditarem o trabalho de McCarthy.

O cientista norte-americano PZ Myers, professor de biologia na Universidade de Minnesota Morris (UMM), afirmou, por exemplo, que «as diferenças moleculares nas proteínas de reconhecimento do esperma e óvulos não permite que o esperma de um porco reconheça um óvulo de um chimpanzé». E além disso, acrescentou, chimpanzés têm 48 cromossomas enquanto os porcos têm apenas 38.

O biólogo chega mesmo a desafiar McCarthy a testar a sua teoria... na primeira pessoa.

McCarthy contrapõe que também ele inicialmente sentiu repulsa por tal teoria, porém acredita que «coisas boas podem surgir de processos feios».

«Eu tenho de admitir que, inicialmente, senti aversão pela

ideia de ser um híbrido. A imagem de um porco a acasalar com um macaco não é bonita», reconheceu.

«[No entanto], a minha opinião sobre este animal [o porco] melhorou muito durante a pesquisa. Onde antes via sujidade e gula, agora vejo inteligência, emoções, lealdade e adaptabilidade, com um toque de sensualidade. Qualidades sem as quais os humanos não seriam humanos», sustentou, ainda, McCarthy.