O destino voltou a juntar duas irmãs naturais da Coreia do Sul, orfãs desde crianças, 40 anos depois de se separarem. O reencontro deu-se nos EUA, quando as duas mulheres foram contratadas para o mesmo hospital, na Flórida.

Depois dos pais morrerem, Holly Hoyle O'Brien foi viver para uma orfanato na Coreia do Sul. Em 1978, com nove anos, foi adotada por uma família norte-americana e nunca mais viu a meia-irmã, que desapareceu com a madrasta.

Holly foi levada para Virginia, nos EUA, e cresceu com outras três irmãs e seis irmãos, filhos dos pais adotivos. Mas a menina nunca se esqueceu da família de sangue.

Uma noite, Holly acordou sobressaltada e contou-lhes que os pais tinham morrido e que tinha uma irmã que precisava de encontrar. O casal que a adotou tentou então contatar o orfanato para tentar descobrir o seu paradeiro. Não havia, no entanto, qualquer registo da menina.
 

“Mas no meu coração eu sempre soube. Eu sabia que ela estava algures no mundo”, disse Holly, agora com 46 anos, em entrevista ao Sarasota Herald-Tribune.


Apesar de nunca ter perdido a esperança de encontrar a irmã biológica, os anos foram passando e nada podia fazer prever que a união algum dia se consumasse.

Mas, este ano, Holly foi contratada para o hospital Bayfront Health Port Charlotte, para a unidade cirúrgica. Apenas dois meses depois de começar a exercer funções, acabou por encontrar a irmã que procurava há décadas.
 

“Uma paciente disse-me que havia outra enfermeira, chamada Meagan, que era natural da Coreia do Sul. Ela disse que devia falar com ela porque podíamos ser da mesma cidade”.


As duas mulheres conheceram-se e começaram a perceber que havia muita coisa semelhante nas histórias das duas. Começaram então a suspeitar que podiam ser irmãs. Um teste de ADN confirmou-o, no fim deste verão.

“Eu só pensava que não podia ser real. Eu estava a tremer, estava tão contente, estava em êxtase!”.


A irmã, Meagan Hughes, lembra-se pouco da mãe biológica e do orfanato onde passou antes de chegar aos EUA. Também foi adotada por uma família norte-americana, mas acabou por ir viver para Kingston, em Nova Iorque.
 

“Eu fiquei em choque, fiquei dormente. Eu tenho uma irmã!”.


As duas irmãs já estão a fazer planos para passar mais tempo juntas. Holly não tem filhos mas, uma vez que Meagan é mãe de duas crianças, está feliz por poder estrear-se no papel de tia.
 

“Eu tenho uma crença muito forte de que Deus deve existir… não interessa o que fiz, devo ter feito algo bom na vida”.