Era suposto serem apenas mais duas peças, mas estes espetáculos não correram como foi ensaiado. Um ator foi morto à frente de uma multidão de espectadores, enquanto encenava um tiroteio na cidade histórica de Tombstone, nos EUA, porque a pistola afinal estava carregada com balas verdadeiras. Algumas horas depois, outro ator cortou a garganta em palco, enquanto encenava a morte do personagem, na Áustria.

Em Tombstone, dois atores estavam a encenar um confronto que teve lugar no Velho Oeste, no século XIX, quando um deles foi baleado, porque a arma estava carregada com balas verdadeiras.

De acordo com as testemunhas do incidente, um dos atores disparou cinco vezes contra Ken Curtis, que ficou ferido gravemente e foi levado para o hospital, onde acabou por falecer, esta-segunda-feira. Um membro da pateia sofreu também ferimentos ligeiros.

Segundo a AP, as autoridades afirmaram que a arma ainda tinha uma bala e que foram encontrados cinco cartuxos no local, o que significa que a arma foi carregada antes do espetáculo.

O incidente está ainda a ser investigado. Está por apurar se o ator que disparou a pistola sabia que a arma estava carregada.

Um caso semelhante teve lugar apenas horas depois, em Viena, na Áustria, durante uma peça de teatro. O ator Daniel Hoevels, de 30 anos, cortou a própria garganta em palco, enquanto encenava o suicídio do personagem.

De acordo com o The Guardian, a cena, que coincidiu com o clímax da peça, fez com que a plateia se levantasse e aplaudisse o incidente, pensando que se tratava de um "efeito especial". O público só se apercebeu que o ferimento do ator era real quando este não se levantou para agradecer os aplausos.

O ator foi levado para o hospital conseguiu recuperar totalmente. A polícia continua a investigar se terá havido algum tipo de sabotagem, pois um adereço de palco não deveria ser capaz de causar este tipo de ferimentos.