Abla Fahita, um famoso fantoche do Egipto, está a ser investigado por suspeita de incitamento ao terrorismo num anúncio da Vodafone, avança o «The Economic Times».

Esta não é a primeira vez que o autor da queixa - um controverso ativista, Ahmed Zebider, de 25 anos - se dedica a desvendar supostas teorias da conspiração, sendo que o caso só surpreende por ter sido aberto um inquérito pelo Ministério Público à Vodafone.

No anúncio, aparece um cacto com bolas de Natal que, no entender do queixoso, se tratam de códigos secretos destinados a membros da Irmandade Muçulmana, que lhes permitiriam planear atentados.

«O nosso director de marketing foi com o nosso advogado ao Ministério Público», confirmou à AFP Noha Saad, responsável pela comunicação da empresa de telecomunicações.

A dimensão do caso levou a empresa a divulgar um comunicado em que diz que a sua publicidade «não contém qualquer mensagem com significação escondida [¿] e que qualquer outra interpretação releva da pura ficção».

A queixa aconteceu depois de vários atentados no país, dividido entre islamistas apoiantes de Morsi e os que se lhe opõem.

Para o jornal espanhol «ABC», este caso reflete o «estado de paranóia que se instalou no Egipto» desde que Mohamed Morsi foi afastado pelo Exército.