A Austrália pediu desculpa a uma menina de sete anos por não lhe poder dar um dragão.

Sophie Lester, de Queensland, pediu aos pais de presente de Natal um dragão, mas, na impossibilidade de lho poderem dar, sugeriram à filha que escrevesse uma carta à CSIRO, órgão nacional para pesquisa científica no país, conta o «Canberra Times».

Na carta, prometia muito espaço para acolher o dragão, no relvado da casa, e que lhe daria de comer peixe cru. Dar-lhe-ia o nome de Sem Dentes se fosse «rapariga» e Stuart se fosse «rapaz».

E os cientistas da CSIRO não deixaram a pequena Sophie sem resposta.

«Ao longo dos últimos 87 anos [órgão foi criado em 1926] não conseguimos criar um dragão ou ovos de dragão. Do nosso telescópio, avistámos o eastern bearded dragon [lagarto australiano], observámos dragonflies [libelinhas] e até medimos a temperatura do mallee dragon [mais um lagarto nativo]. Mas o nosso trabalho nunca se aventurou pelo mundo dos dragões míticos, daqueles que cospem fogo. E por esta Austrália, pedimos desculpa», escreveu a CSIRO.

A menina de sete anos não ficou desapontada, pelo contrário. «A Sophie quer agora ser cientista na CSIRO como também os seus amigos. Ela diz que os cientistas australianos são capazes de tudo», contou a mãe de Sophie.