O selo mais raro do mundo, um selo de um cêntimo originário da antiga colónia britânica da Guiana que é o único exemplar, vai ser leiloado a 17 de junho em Nova Iorque. Emitido em 1856, o selo poderá bater o recorde mundial de 20 milhões de dólares (cerca de 14,6 milhões de euros).

«Nenhum outro selo postal é mais raro do que o único exemplar do Black on Magenta de um cêntimo da Guiana Britânica, emitido em 1856, que bateu recordes nas três vezes que foi a leilão», sublinhou a leiloeira Sotheby's, responsável pela venda.

O selo da Guiana é descrito pelos especialistas como a «Mona Lisa» dos selos.

«Para mim, como estudante colecionador de selos, é um objeto mágico, a verdadeira definição da raridade e valor: raridade inalcançável e valor extraordinário», disse o diretor de projetos especiais e presidente do departamento de livros da Sotheby's, David Redden.

De acordo com a AFP, o Magenta pertence atualmente aos herdeiros do norte-americano John du Pont, que o comprou em 1980 pelo então valor recorde de 935 mil dólares.

Emitido pelos Correios de Georgetown, capital da Guiana Britânica, o exemplar está em perfeito estado de conservação e foi impresso em tinta preta sobre papel magenta com a imagem de um veleiro e o lema da colánia «Damus Petimus Que vicissim» («dar e esperar em troca», em latim).

Em meados do século XIX, os serviços postais da Guiana, um território na América do Sul que pertencia à coroa britânica, costumavam receber os selos da própria metrópole. Em 1856, por causa de um problema no envio, os serviços postais estavam à beira de um bloqueio devido à escassez de selos. Para contornar a situação, o chefe dos serviços postais pediu aos responsáveis do jornal local Royal Gazette para imprimirem selos e, desta forma, nasceram os selos conhecidos pelo preço e cor: o magenta de um penny, o magenta de quatro pence e o azul de quatro pence.

O único sobrevivente do magenta de um cêntimo foi encontrado em 1873 por um estudante de 12 anos na Guiana. Vernon Vaughan, que encontrou o selo entre os papéis do avô, adicionou a peça à própria coleção sem suspeitar do valor que o selo alcançaria.