Costuma dizer-se que o dia do casamento é único. Para estes casais sul-coreanos esta quarta-feira terá sido, sem dúvida, um dia único, mesmo que o tenham partilhado com outros 2500 pares.

A Igreja da Unificação, perto de Seul, celebrou esta quarta-feira mais um casamento em massa, numa tradição que começou em 1961 com apenas algumas dezenas de casais e que foi crescendo ao longo dos anos.

Hoje, milhares juntaram-se na igreja de Gapyeong, que mais parece um estádio de futebol. Os noivos vestiram-se a rigor - elas de branco e eles de fato - mas não faltaram os cachecóis e os festejos.

E porque também manda a tradição que o casamento dure para sempre, os casais que contraíram matrimónio esta quarta-feira têm supostamente toda a vida para partilharem e conhecerem-se. É que muitos destes casamentos são feitos «às cegas», sem que os noivos se conheçam até poucas horas antes do matrimónio.

O profeta Sun Myung Moon, falecido há dois anos e fundador da igreja, não acreditava no casamento por amor e considerava que o lado romântico de uma união era uma promiscuidade.