Nunca casou e nunca teve filhos. Zhang Deyang, de 66 anos de idade, decidiu encenar o próprio funeral, onde esteve presente, só para saber quantas pessoas iam, escreve o The Telegraph. Convidou família a amigos e o evento tornou-se uma festa, com direito a muitas fotografias.

Zhang Deyang, que vive na província de Shandong, na China, organizou a cerimónia falsa na cidade de Rizhao, nos primeiros dias de fevereiro. Vestiu-se a rigor, com um fato chinês tradicional de cor azul e até fez uma sepultura, na qual conseguia entrar e sair. Os presentes puderam fotografar todo o evento.

Apesar de ter praticado boas ações junto da comunicada, Zhang Deyang, não tinha a certeza de que as pessoas o apreciavam. Gastou mais de dois mil euros para descobrir.

Na cultura Chinesa, acredita-se que os mortos precisam de tantos cuidados como os vivos. Da família espera-se que trata das cerimónias fúnebres e, ainda, que visite regularmente a ultima morada dos falecidos. Essa era a grande preocupação de Zhang Deyang.

Na localidade onde vive as reações foram diversas. Uns criticaram, outros compreenderam os motivos.

Cerca de 40 familiares e amigos, mais umas centenas de curiosos assistiram ao funeral. O ambiente foi tudo menos triste. E o falecido pousou para muitas fotografias.

“Quis saber, das pessoas que fazem da minha vida, quais se realmente importam comigo e quais estão a fingir”, terá justificado, escreve o The Telegraph. Dos convidados faltaram cerca de 20 familiares e amigos. Uns dias depois Zhang Deyang terá confessado ainda que tinha “o coração pesado” por lhe custar acreditar “que tantos familiares e amigos não se preocupavam”.