Um voto bastou para que uma brasileira, que trabalhava numa ótica, tenha sido eleita para o cargo de vereadora numa autarquia, no interior de São Paulo.

Aline de Oliveira admitiu ao jornal Folha de S. Paulo ter sido surpreendida com a notícia porque não fez campanha e já se tinha desligado da vida política.

A mulher brasileira disse ainda não saber quem votou nela.

A justiça Eleitoral chamou Aline de Oliveira para assumir o cargo de vereadora em Dracena, situada a oeste de São Paulo. O novo local de trabalho fica a quase 600 quilómetros do local onde vive com o marido, mas a mulher diz que está contente com a notícia.

Foi um grande susto. Fiquei muito surpreendida, mas agora está tudo bem e meu marido está me apoiando”, disse.

Em 2012, Aline de Oliveira vivia naquela localidade paulista, com cerca de 45 mil habitantes. Foi nessa altura que se candidatou ao cargo de vereadora, mas desistiu da campanha e mudou de cidade.

No dia em que os brasileiros foram chamados às urnas, Aline não votou nem estava em Dracena.

O vereador Rodrigo Castilho foi eleito pelo PSD da Brasil, mas agora o Tribunal Regional Eleitoral deu como provada “infidelidade partidária” porque o homem abandonou o partido social-democrata e filiou-se ao PSDB fora do prazo legal.

Neste momento, só Aline de Oliveira continua filiada no PSD e por isso foi chamada para ocupar o lugar do deposto vereador.

O voto que eu recebi eu nem sei de quem foi. Eu tive problemas pessoas durante a campanha, estava fora da cidade no dia da eleição e justifiquei meu voto. Pensei que tinha sido de um amigo, mas ele disse que não foi. Até hoje não sei”, explicou a vereadora.

Em 2012, a social-democrata foi a menos voada entre os 109 candidatos. Apesar de não ter conquistado os eleitores, a mulher prometeu que não vai ficar parada.

Quero mostrar que esse único voto valeu a pena, estudar como anda a cidade, o que pode ser feito nesses quatro meses. Não vou ficar parada.”