Um tribunal do Kansas, nos Estados Unidos, obrigou um homem de 46 anos a pagar uma pensão a uma criança filha de um casal de lésbicas a quem doou sémen. Nem um documento assinado no ato da doação que ilibava William Marotta de quais quer obrigações legais relacionadas com a parentalidade lhe valeu em tribunal.

A juíza Mary Mattivi considerou que William e o casal não cumpriram a lei estadual, que exigia a presença de um médico licenciado durante a inseminação artificial. Essa ausência anula o documento assinado e mantém todos os deveres de William como pai, adianta o «Topeka-Capital Journal».

A doação aconteceu em 2009, depois de William ter respondido a um anúncio colocado num site de classificados por Jennifer Schreiner e Angela Bauer. Em 2010, Jennifer deu à luz e o casal separou-se pouco tempo depois.

Em 2012, Angela sofreu uma lesão e ficou impossibilitada de trabalhar. Jennifer entrou, então, com pedido de pensão ao Estado, mas o pedido foi negado. Foi o estado do Kansas que pediu na Justiça que William fosse obrigado a pagar uma pensão à criança, pretensão que foi agora respondida positivamente.