O tribunal de Barcelona condenou um agente municipal acusado de passar multas indevidas a uma condutora que mais tarde perseguiu e assediou.

O caso remonta a 2012 quando o agente municipal David R. mandou parar uma mulher e pediu-lhe para realizar o teste do álcool, diz o jornal El País. A condutora, de 27 anos, acusou 0,25 miligramas, no limite do máximo permitido por lei (0,25 miligramas para condutores experientes e 0,15 para recém-encartados), mas o agente deixou-a seguir viagem sem a autuar.

Falaram durante algum tempo e acabaram por trocar números de telemóvel, utilizados mais tarde para comunicarem através do Whatsapp. As conversas acabaram por gerar, pelo menos, um outro encontro que o jornal El País refere ter sido num centro comercial para beberem café.

O homem terá ficado interessado na mulher e quando descobriu que ela tinha um companheiro começou a persegui-la. Poucos meses depois do encontro no café, a mulher recebeu coimas para pagar relacionadas com factos e locais onde não tinha estado.

Depois de apresentar queixa na polícia, foi alertada para o facto do acusado ter tido conhecimentos de informações pessoais através das redes sociais, nomeadamente do perfil do Facebook.

Agora o tribunal cancelou as coimas em vigor e o homem foi condenado a quatro anos de prisão e ao pagamento de uma indemnização de 4.500 euros à vítima.