Uma australiana que sofreu um acidente enquanto mantinha relações sexuais, durante uma viagem de negócios, perdeu uma luta de quatro anos nos tribunais, ao ver negado o pedido de indmenização que exigia aos patrões, avança a «Sky news» esta quarta-feira.

A mulher, não identificada, diz que um candeeiro lhe caiu em cima enquanto praticava o ato sexual num motel, provocando lesões no nariz boca e dentes, que conduziram a uma depressão. Disse ter ficado incapacitada de continuar a trabalhar.

Durante quatro anos, ambas as partes estiveram em tribunal com a queixosa a vencer em primeira instância, alegando que se não fosse a viagem em trabalho, nada teria acontecido.

No entanto, uma nova decisão do tribunal superior revogou a sentença anterior, afirmando que os patrões «não encorajaram nem induziram» a cidadã a participar no ato sexual.

«Quando as circunstâncias de um acidente envolvem um empregado a participar numa atividade, a pergunta que se faz é: O patrão encorajou ou induziu o empregado a participar na atividade?», disse o tribunal. Neste caso, «a resposta à pergunta é "não"».

O ministro do emprego australiano, Eric Abetz disse que esta é uma vitória para o senso comum.

«Circunstâncias como esta, onde um empregado tenta alargar os limites dos seus direitos são de grande preocupação e a intervenção do tribunal superior é bem-vinda», disse o ministro.

A mulher não pode recorrer desta última decisão.