O WhatsApp, a aplicação adquirida este ano pelo Facebook, tem sido citado em cerca de metade dos processos de divórcio em Itália. A conclusão é retirada pela Associação Italiana de Advogados Matrimoniais, que contou que o cenário mais comum é uma pessoa deixar o telemóvel em cima da mesa, enquanto vai tomar duche ou fazer outra coisa, recebe uma mensagem, o parceiro tem curiosidade e vê.
 

«Ninguém está a afirmar que o WhatsApp é o motivo dos divórcios. A causa é a infidelidade, mas o WhatsApp é a maneira mais comum da outra pessoa descobrir que está a ser traída», explicou Gian Ettore Gassani, presidente da Associação de Advogados, ao Global Post.

 
Não é apenas o WhatsApp que ajuda a cobrir relações ilícitas, mas também as restantes novas formas de comunicação, como o Facebook e o Skype, uma vez que tornam mais fácil a troca de mensagens e de fotografias, de forma discreta. O problema é que, a maioria das vezes, essas «provas» não são apagadas.
 
«Os homens são mais propensos a guardar mensagens e fotografias da amante, para poderem voltar a vê-las. As mulheres vêem uma vez e apagam», constatou Gassani, acrescentando que isso não significa que os homens sejam mais infiéis que as mulheres.
 
No entanto, não é fácil uma pessoa divorciar-se em Itália, devido à influência da Igreja Católica. A obtenção de um divórcio é um processo longo que requer uma separação de três anos, podendo incluir terapia para casais, por ordem judicial, para promover a reconciliação.