A polícia alemã, o Ministério Público e especialistas forenses estão a investigar um caso que envolve uma criança de dez anos, uma múmia de vários corpos e um sótão na casa dos avós do jovem.

Alexander, de dez anos, descobriu no sótão dos avós uma múmia que, através de uma TAC (Tomografia Axial Computorizada), revelou ter um crânio bem preservado com uma seta espetada a sair do olho esquerdo.

Por baixo das bandas que formam a múmia, que não foi destapada para evitar destruir o corpo, foi possível identificar vários ossos do esqueleto humano. O corpo está posicionado com as mãos cruzadas sobre o peito, revelou o jornal local «Kreiszeitung».

Um Raio-X mostrou também que os ossos estão cobertos por uma camada metálica e o corpo, que ainda não se conhece o sexo, tem um comprimento de um metro e quarenta e nove centímetros.

Mas há uma característica que se mostra difícil de perceber. As ligaduras usadas para cobrir o corpo são feitas à máquina e aparentam ser do século XX, de acordo com Lutz-Wolfgang Kettler, o pai da criança.

Como se não bastasse, há mais ingredientes neste caso. O patologista do hospital de Bogenhausen, em Munique, Andreas Nerlich, revelou ao «Spiegel Online» que o crânio e os ossos são reais mas a múmia «é falsa, feita com um ou mais corpos».

A polícia ainda não sabe de onde veio o corpo e vai esperar por mais informações. «Vamos aguardar até sabermos que idade têm os ossos», disse Frank Bavendiek à agência de notícias alemã DPA. «Se tiverem uns cem anos, então é uma múmia e não vamos investigar», concluiu.