Adolf Hitler tomava regularmente metanfetamina. Esta é a conclusão de um novo estudo que analisou uma série de entrevistas e relatórios elaborados pelos serviços de inteligência dos Aliados da Segunda Guerra Mundial e pelo próprio médico do líder nazi. 

Mais, a investigação indica ainda que, ao contrário do que alegam os mitos, Hitler não era homossexual e não tinha apenas um testículo.

Bill Panagopoulos, o autor da investigação, teve acesso a uma série de documentos que datam do final da Segunda Guerra Mundial e que foram elaborados por membros dos serviços de inteligência dos Aliados. Por sua vez, para a elaboração desses documentos, os Aliados falaram, na altura, com um dos médicos de Hitler, o doutor Morrel.

O relatório da investigação inclui 47 páginas e avança que Hitler tomava pelo menos 74 medicamentos diferentes.  No rol de medicamentos tomados estava a metanfetamina de cristal, uma droga que atua como estimulante do sistema nervoso central e que podem provocar perda de memória, comportamentos psicóticos e alterações no cérebro e no coração.

Panagopoulos explica que, segundo os documentos, Hitler tomou metanfetamina antes de ter reunido com Mussolini, no verão de 1943, e que nesse dia não terá parado de falar durante aproximadamente duas horas.  Durante os seus últimos dias no «bunker» de Berlim, o « Führer»  também terá consumido a droga pelo menos nove vezes.

O investigador afirma que o médico de Hitler era um charlatão e critica as suas prescrições.

«Morell era um charlatão, uma fraude. Não deveria ter exercido em qualquer outro lugar senão numa clínica veterinária. Algumas (das drogas) que ele receitava eram inócuas, mas outras eram venenosas», declarou Panagopoulos ao «Daily Express».

Além das novidades apresentadas no relatório, este também desmente os mitos em torno da sexualidade de Hitler. Segundo os documentos analisados, o líder não era homossexual nem tinha apenas um testículo. A investigação alega que, numa nota que remonta a 1945, lê-se que Hitler «não era pervertido nem homossexual. Os seus órgão sexuais não mostram nenhum indício de anormalidade».

Estas novas conclusões vão servir de base a um programa especial sobre o tema, que será emitido no canal inglês «Channel 4», dia 19 de outubro, às 20:00.  No entanto, há quem já tenha demonstrado alguma desconfiança em relação a estes novos indícios, alegando que se pode tratar apenas de uma estratégia para dar audiência ao programa.