A pornografia não afeta negativamente a imagem das mulheres, segundo um novo estudo divulgado nos Estados Unidos.

A investigação da universidade de Western, no Canadá, defende mesmo que muitos dos consumidores de pornografia podem ser “aliados” das mulheres que lutam pelos mesmos direitos que os homens.

A líder do estudo, Taylor Kohut, doutorada em Psicologia, analisou dados dos últimos 35 anos da General Social Survey, um projeto com o apoio do Governo norte-americano que entrevista cerca de 24.000 mulheres e homens por ano sobre uma variedade de temas.
 
Na pesquisa sobre sexo foi possível verificar que, em média, os consumidores de pornografia manifestam comportamentos mais positivos para com mulheres que lideram como têm atitudes menos negativas relativamente a mulheres que lutam por condições iguais ou a questões como o aborto.
 
A investigadora diz, no entanto, que estes resultados podem em parte ser explicados pelo facto de os consumidores de pornografia serem tendencialmente liberais, enquanto os não consumidores tendem a ser mais conservadores ou religiosos.
 
O estudo tem sido alvo de crítica, pois, segundo uma ativista antipornografia, citada pelo National Post, os dados recolhidos tiveram por base opiniões de homens com uma média de idades de 45 anos, não representando adolescentes e homens jovens, faixas etárias consideradas chave entre os consumidores de pornografia.