Idoso anuncia a morte no jornal: «Comunico que faleci»

Deixou tudo tratado com a agência funerária

Por: Redação / CF    |   1 de Maio de 2012 às 13:19
«Comunico que faleci», pode ler-se num anúncio publicado na secção de necrologia do jornal «Correio da Manhã». Parece brincadeira de mau gosto, mas é verdade. Não é brincadeira. E é triste.

Jack Klaim viveu muito. Noventa anos. Dir-se-á que é a ordem natural das coisas, mas há outra história que se lê nas entrelinhas deste comunicado de jornal: Jack Klaim morreu muito antes desta morte física. Morreu de solidão.

«Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizade. A falta da família faz com que o mundo pareça um deserto», acrescenta o anúncio que deixou tratado com uma agência funerária para que o divulgasse quando morresse. Jack Klaim era viúvo e estava afastado dos dois filhos.

O CM conta que o americano vivia em Portugal desde a Segunda Guerra Mundial, após ter sido atirador de bombardeiros ao serviço dos Estados Unidos e ajudado muitos refugiados a fugir da Europa. Óbito: Afastado da família, encarava a vida como um deserto
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EM BAIXO: (Foto Cláudia Lima da Costa)
(Foto Cláudia Lima da Costa)
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Primeiro-ministro diz que ao contrário do que dizem «os que informam todos os dias» a despesa pública «desceu e continua a descer». Passos Coelho acusa mesmo jornalistas e comentadores de serem «patéticos e preguiçosos». «Chega a ser patético verificar a dificuldade que gente que se diz independente tem em assumir que errou, que foi preguiçosa, que não leu, que não comparou»