O sorriso da fotografia mostra toda a vontade de viver de Teri Roberts e esconde o sofrimento por que passou e ainda passa. Esta mulher do Nebraska, mãe, avó, amiga, é também «um milagre» segundo o filho.
 
Desde o início de dezembro, altura em que Teri começou a ter sintomas semelhantes a uma febre, até ter tido a morte com hora marcada, vai menos de um mês. Tempo que correu demasiado depressa para quem tinha ainda tanto para fazer e por fazer.
 
Quando Teri Roberts, de 56 anos, não aguentou mais e foi ao hospital percebeu-se que sofria de um outro vírus que não gripe e que estava a afetar-lhe todos os órgãos. Pouco tempo depois entrou em coma e sucessivamente o seu fígado e os seus rins entraram em falência.
 
Em coma, a 21 de dezembro, o diagnóstico não podia ser pior. Teri tinha reduzidas hipóteses de sobrevivência e, como tal, a decisão foi tomada: a 22 de dezembro as máquinas de suporte de vida seriam desligadas.
 
Quatro horas antes de desligarem literalmente o botão, Teri acordou. O filho, Ryan Roberts, disse que a «mãe ainda não queria ir ter com Andrea», a filha mais nova, assassinada em 2013, e que deixou três filhos de quem Teri passou a tomar conta.
 
Mas, as provações na vida de Teri não se ficariam por aí. Foi possível salvar-lhe a vida, mas, não as pernas e os braços, afetados por uma infeção. A solução era amputá-los. A 10 de janeiro, esta mulher ficou sem membros, mas com mais garra do que nunca.
 

«Estou finalmente a deixar que os outros me apanhem», gracejou.
 

Com esta atitude positiva, Teri Roberts não desiste de querer voltar a andar e até a conduzir. Os dias são feitos de pequenas vitórias, como voltar a poder comer hamburger.
 
Força de vontade é que não falta a Teri Roberts, mas falta-lhe dinheiro. Por isso, há uma campanha de crowdfunding a decorrer para pagar as despesas médicas e financiar as próteses, para que Teri continue a sua «jornada heroica»