Um estudo publicado no jornal The Beijing Times afirma que a Grande Muralha da China está lentamente a desaparecer. O momumento conta já com menos 22% do seu comprimento original.   

A Muralha da China é um dos monumentos mais visitados em todo o mundo e sempre foi tido como um dos mais bem conservados. Por esta razão, o estudo divulgado no jornal está a preocupar a população chinesa e a comunidade internacional.

O artigo afirma que o comprimento das paredes da muralha terá reduzido cerca de 1.961 quilómetros. "Apenas" 6.200 quilómetros da estrutura resistem desde a era Ming, 8.853 quilómetros do seu comprimento são artificias e o restante consiste em barreiras naturais.

Os números foram divulgados em 2012 e, desde então, o tamanho da muralha tem reduzido. As principais razões apontadas são a erosão causada pelo vento e a chuva, o roubo de pedras e a destruição perpetrada pelos turistas.

Alguns dos tijolos roubados têm algumas palavras chinesas gravadas e possuem um valor incalculável. Ainda assim, estas pedras podem ser compradas nas vilas perto do monumento, por apenas 7 dólares. O desrespeito pelo legado chinês tem gerado polémica nas redes sociais e já mereceu destaque em vários meios de comunicação internacionais.

Em 2006, a China estabeleceu regulamentos para a proteção da Grande Muralha. Contudo, o estudo afirma que há poucos recursos mobilizados para a sua proteção e, uma vez que a estrutura cruza vários países carenciados, a legislação não passa de “um pedaço de papel”.