Mary Grams, de 84 anos, perdeu o anel de noivado que o marido lhe deu em 1951, quando estava a arranjar o quintal. Tudo aconteceu em setembro de 2004, mas Mary lembra-se como se fosse hoje.

Fui para o quintal e vi uma erva alta. Por alguma razão, puxei-a e devo ter batido em alguma coisa que puxou o anel", contou ao Global News.

A idosa, residente em Alberta, no Canadá, revela que tentou procurar o anel, mas foi chamada pelo filho que precisava de boleia e só depois é que voltou ao jardim para procurar a jóia.

Voltei e comecei à procura. Procurei durante dias e não o consegui encontrar", contou ainda, acrescentando que conhecia bem a área onde perdeu o anel, mas que se tratava de um quintal grande.

Sem se querer gabar, Mary contou ainda que quando perde "alguma coisa" é "muito boa a encontrá-las".

Mas não desta vez", lamenta-se. 

Depois de procurar o anel, sem sucesso, durante semanas, Mary desistiu e acabou por comprar um novo para que o marido não reparasse. Apesar das diferenças óbvias, o marido, que faleceu há cinco anos, nunca comentou nada sobre a jóia.

A história acabou por ter um final feliz 13 anos depois pelas mãos do filho que a impediu de procurar o anel de imediato.

A minha mulher estava a arrancar cenouras para vender e apanhou uma com alguma coisa agarrada. Inicialmente pensou que estava deformada e ia deitá-la fora", conta Brian Grams, acrescentando que a mulher só não o fez porque o brilho do anel lhe chamou a atenção. 

Quando regressou a casa, a mulher mostrou a cenoura a Brian e perguntou-lhe se sabia o que era aquilo. "Disse-lhe: penso que sim. A minha mãe perdeu um anel há uns anos".

O casal telefonou então a Mary que pensou que estavam a brincar com ela. A canadiana só acreditou quando a neta lhe levou a cenoura e pode voltar a ter o anel no dedo que nunca deveria ter saído..

"Nunca pensei que depois destes anos conseguisse encontrar uma coisa tão pequena. Esta foi a única forma de o encontrar, a crescer à volta de uma cenoura", rematou Brian.