Há uma praga de pulgas numa rua de Olhão.

E até há quem diga que, por causa disso, a rua deveria estar fechada ao trânsito de pessoas.

São tantas, que contar as marcas que Marco tem no corpo é uma tarefa impossível. Aos nove anos, falta às aulas para receber tratamento médico por culpa das pulgas da casa do vizinho.

Basta espreitar pela abertura da caixa do correio para perceber de onde vem o problema.

As cartas e as pulgas acumulam-se no chão. Estão também na rua e entram em casa dos vizinhos.

O morador do número 50 da Rua Capitão Nobre, em Olhão, está desaparecido. Foi-se embora há vários meses. Só viria para alimentar o cão, que os vizinhos, entretanto, deixaram de ouvir ladrar.

Garantem ter contactado, há três semanas, a empresa municipal que gere a água e o saneamento, mas a autarquia diz ter sabido apenas na terça-feira. Conseguiu localizar um familiar, que finalmente abriu a porta para dar início à desinfestação.

O cão já estava morto, ao lado de dejetos, sacos de ração e água. Foi removido pelo veterinário municipal.