
Nestes tempos de crise, tornam-se necessárias muitas ações de solidariedade para ajudar quem mais precisa. É esse o sentido dos negócios sociais que estão a ser desenvolvidos por um jovem que largou uma carreira de sonho para criar negócios com impacto social.
É o caso do «projeto Marias», uma plataforma que põe em contacto mulheres com experiência de empregadas domésticas e referências com clientes que precisem de mulheres-a-dias. Uma plataforma gerida por uma IPSS que, além de promover este contacto entre cliente e trabalhadora, elabora os contratos, faz os seguros e legaliza toda a relação laboral na Segurança Social.
Uma ideia de Gustavo Brito. Com apenas 30 anos, era consultor financeiro numa empresa em Londres, estava no topo do mundo quando decidiu que havia ainda muita coisa que queria fazer, largou tudo, foi viajar, trabalhou em ONGs na Guatemala, veio para a Cova da Moura e foi lá, a trabalhar na associação Moinho da Juventude, que acabou por pôr ao serviço da comunidade aquilo que sabia sobre negócios. Ajudava os empreendedores a estruturarem aquilo que queriam fazer e o «projeto Marias» tomou forma.
É através do site do «projeto Marias» (www.projetomarias.org) que os futuros clientes tomam contacto com as empregadas, os preços, as condições.
O projeto foi desenhado para daqui a ano e meio já não necessitar de mecenas para se sustentar, mas o objetivo inicial já está cumprido: tirar do desemprego gente com experiência e capacidade.