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Professores recusam sair do Ministério da Educação

Querem que a tutela resolva a sua situação e assuma que houve um erro na bolsa de colocação de docentes. Deputada do BE juntou-se ao protesto

Por: Redacção  |  29- 9- 2011  23: 57

Professores ocupam ministério

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ACTUALIZADA ÀS 23h56

Os professores desempregados que estão de manhã no Ministério da Educação nas Laranjeiras recusam-se a sair das instalações até que a tutela resolva a sua situação e assuma que houve um erro na bolsa de colocação de docentes.

As portas do Ministério da Educação da Educação deviam ter encerrado às 20h00, conforme indica a placa com o horário de funcionamento à entrada do edifício, mas permanecem abertas com os professores dentro das instalações.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Reis, um dos 18 professores que ainda estão no átrio do Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, garantiu que não estão dispostos a sair «até o poder político decidir que está disposto a reconhecer um erro».

«Vamos continuar aqui até a situação mudar, até termos uma resposta positiva», reiterou, afirmando que a reunião que tiveram da parte da tarde com o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, foi inconclusiva e que a tutela continua «inflexível».

Os professores consideram-se lesados na segunda bolsa de colocação de professores contratados, afirmando que em alguns casos foram ultrapassados por centenas de colegas menos graduados porque não se candidataram a horários temporários, só anuais.

Afirmam que horários anuais foram «disfarçados» de temporários na aplicação informática que compila as ofertas de horários, com o intuito de evitar pagar o mês de Agosto aos professores.

Miguel Reis, que além de professor desempregado é dirigente do Bloco de Esquerda e um dos dinamizadores de um movimento de professores desempregados que tem agido via redes sociais e participado em manifestações sindicais de professores, afirmou que o encontro com João Casanova de Almeida, que saiu directamente de um debate no Parlamento para se reunir com eles, teve «situações caricatas».

«Mostraram-nos uma folha com os motivos pelos quais se pediram horários temporários e em cerca de vinte por cento dos casos era aumento do número de turmas, o que é claramente uma razão para haver horários anuais. São estas situações obscuras que reforçaram as nossas suspeitas de que muitos horários anuais estão disfarçados de temporários», referiu.

Quando questionado sobre a compensação por caducidade de contrato a que o Provedor de Justiça já considerou que os professores que ficaram desempregados têm direito, o secretário de Estado «recusou responder, dizendo que se trata de uma questão política e que só falava de aspectos técnicos».

Os 18 professores que estão no Palácio das Laranjeiras vão dirigir convites aos deputados da oposição e aos dirigentes sindicais Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores, e Carvalho da Silva, da CGTP-Intersindical, para se dirigirem também às instalações do Ministério.

A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago juntou-se ao protesto. «É intolerável que o ministro da Educação não tenha uma estimativa de quantos professores estão nesta situação e que não assuma as suas responsabilidades», criticou.

A Agência Lusa contactou o Ministério da Educação para saber qual a decisão da tutela, em relação à ocupação das instalações, que respondeu, através do Gabinete de Imprensa, «não dizer nada e não comentar».

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