Por: Redacção / MM | 8- 12- 2011 0: 0
O feriado de 8 de Dezembro começa com uma má notícia para os portugueses, ditando o fim das auto-estradas sem portagem.
A partir de agora, para andar de auto-estrada, só pagando. A22, A23, A24 e A25 já têm os pórticos instalados e agora é meso
a doer.
(Saiba aqui quanto vai custar cada portagem).
No Algarve, atravessar os 123 quilómetros
da Via do Infante, vai custar 11,60 euros. A população não desiste e, esta quarta-feira à tarde, cerca de uma dezena de elementos
do movimento anti-portagens na Via do Infante (A22) participaram no protesto simbólico que simulou o enterro do desenvolvimento económico no Algarve, numa das principais
entradas de Faro. Na véspera do início da cobrança de portagens na autoestrada do Algarve, os manifestantes da Comissão de
Utentes da Via do Infante e de outros movimentos anti-portagens utilizaram máscaras de políticos nacionais e regionais que
consideram ser «os grandes responsáveis» por uma medida que irá «provocar mais desemprego, mais falência e mais crise» na
região.
A A24 é a que fica mais cara, com o preço do quilómetro a custar 0,11 euros. Mais do que na A1. Ir de Viseu
a Chaves custa 14 euros. A A23, que liga Torres Novas à Guarda, tem 214 quilómetros e custa 19,30 euros, na sua totalidade.
A A25, de Albergaria-a-Velha a Espanha, custa 15,65 euros. A Associação dos Motoristas Internacionais e Nacionais de Pesados contesta a aplicação de portagens na autoestrada
A25, por considerar que não existem alternativas e temer que voltem a aumentar acidentes mortais.
Nestas
vias, a cobrança faz-se através de um pórtico. Há sempre a hipótese de pagar mais tarde, mas a DECO já alertou os condutores
que o pagamento sem dispositivo electónico é penalizado em 30 cêntimos, por custos administrativos.
E na véspera
da introdução de portagens em mais quatro estradas, a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha anunciou que vai avançar para a via judicial para contestar
a introdução de portagens na A13, em Outubro último. Em comunicado, citado pela Lusa, o Executivo municipal afirma que vai
avançar para as vias judiciais de forma a garantir a reposição da normalidade neste processo, tendo acrescentado que se empenhará
e apoiará as iniciativas judiciais que venham a determinar a referida declaração de ilegalidade.
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