Por: Redacção | 28- 12- 2011 18: 26
O Ministério da Educação afirmou hoje que terminado o prazo para apresentação de candidaturas do Programa Novas Oportunidades
a um período de financiamento intercalar, que durará até Agosto de 2012, decorre neste momento a análise dos processos.
O
programa está sob avaliação e com base nos resultados obtidos será então «revista a dimensão da rede», por forma a evitar
sobreposições e a privilegiar «os Centros Novas Oportunidades cuja qualidade de formação é mais elevada», lê-se numa resposta
escrita a questões colocadas pela à agência Lusa.
Os centros resultantes da reorganização serão «redireccionados
para atender prioritariamente ao ensino profissional, que deverá ser reforçado», sublinha a mesma fonte.
Os profissionais
de educação e formação de adultos denunciaram hoje que cessa no sábado o financiamento que suporta a intervenção dos Centros
Novas Oportunidades (CNO), sem que tenham informação sobre a continuidade dos projectos.
Segundo a comissão instaladora
da Associação Nacional de Profissionais de Educação e Formação de Adultos (ANEFA), a «ausência total de comunicação oficial»
quanto ao futuro dos CNO coloca as organizações e as equipas que neles trabalham numa «insuportável indefinição».
Estes
profissionais dizem que situação se agudizou ainda mais perante um concurso de financiamento aberto a menos de um mês e meio
do fim do ano, não existindo até hoje qualquer informação sobre os prazos de análise das candidaturas e respectiva comunicação
de resultados relacionados com a aprovação ou não.
«Face à ausência de garantias de continuidade em 2012, uma parte
significativa dos 436 CNO suspenderão a actividade a partir do dia 31 de Dezembro, até ser comunicado o resultado da candidatura
efectuada», afirma a associação em comunicado.
A suspensão das actividades, «motivada pela inexistência de orientações»,
para o período entre o fim do financiamento e a data de aprovação para financiar a actividade em 2012, implicará o «despedimento
e/ou redução das equipas pedagógicas», dizem.
Actualmente existem «milhares de profissionais de educação e formação
de adultos com vínculo em CNO», afirmam.
Os profissionais no terreno queixam-se da dificuldade em agendar e programar
processos formativos que possam ir ao encontro das metas constantes na candidatura entretanto realizada.
O Governo
está a reavaliar o programa Novas Oportunidades criado pelos anteriores governos liderados por José Sócrates, não existindo
conclusões até ao momento por parte do grupo de trabalho criado no âmbito dos ministérios da Educação e da Economia.
Apenas
se sabe que «não romperá completamente» com o programa.
«A formação de adultos é uma das preocupações do Executivo»,
afirmou à agência Lusa fonte do Ministério da Educação e Ciência (MEC) por ocasião da divulgação do estudo do Conselho Nacional
de Educação, na semana passada.
«Após avaliação dos resultados do programa e balanço do trabalho realizado, delinearemos
a linha a seguir para maximizar o seu valor e responder às expectativas dos adultos quanto a uma mais valia real no seu futuro
profissional», indicou na altura a mesma fonte.
Para o MEC, o que interessa é uma valorização da qualificação dos
portugueses e não «uma cosmética estatística».
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