logotipo tvi24

Pobres: Igreja pede a «cooperação» do Governo

Apelo feito por D. Manuel Morujão, porque misericórdias não conseguem chegar a todos os novos pedidos

Por: Redacção / CF    |   2012-05-08 20:01

O porta-voz do da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Morujão, defendeu esta terça-feira, em Fátima, que a Igreja Católica precisa de mais apoio do Governo para garantir ajuda às pessoas na atual crise.

No final do Conselho Permanente da CEP, o padre recordou o caso denunciado pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP), cujo presidente acusou recentemente o Ministério da Saúde de não honrar as suas obrigações e admitiu existirem instituições em situação de rutura e com salários em atraso.

«As Misericórdias estão a ter graves dificuldades em responder, nas suas obras sociais, às pessoas que lhe batem à porta porque não têm chegado as verbas prometidas pelo Estado. Não vemos aí má vontade, mas queremos uma vontade mais cooperante para que a Igreja possa responder a essas urgências sociais», afirmou Manuel Morujão em entrevista à Lusa.

O porta-voz da CEP sublinhou que «o Estado terá de olhar para aqueles que estão no terreno, próximo das pessoas, a ajudar a ultrapassar a crise», desejando que o Governo «ponha em prática a boa vontade manifestada».

O padre aproveitou para dizer que «a crise tem credibilizado a Igreja pelas suas múltiplas instituições sociais», precisamente porque «tem estado perto daqueles que precisam».

Partilhar
EM BAIXO: Manuel Morujão
Manuel Morujão

FNE vai aderir à greve geral dos professores dia 17
Paralisação está agendada para o primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário
D. Manuel Clemente «ainda vai chegar a Papa»
Anúncio da nomeação para Patriarca de Lisboa recebido com alegria pelos conterrâneos em Torres Vedras
D. José Policarpo elogia escolha de D. Manuel Clemente
Cardeal Patriarca de Lisboa fala pela primeira vez do seu sucessor
EM MANCHETE
Défice aumentou 32% até abril
Despesa do Estado aumentou quase mil milhões de euros. Receitas fiscais estão a subir, mas a metade do ritmo do que está orçamentado
«Chegou o momento do investimento», promete Gaspar
Rescisões serão aprovadas por portaria como «está na lei»
PUB