Um vídeo da agressão violenta a uma jovem, por outras duas raparigas, divulgado no Facebook, esta segunda-feira, está a gerar choque no mundo das redes sociais. Segundo adiantou fonte oficial da PSP ao tvi24.pt a vítima já foi identificada e caso já seguiu para o DIAP que irá decidir se é instaurado um processo crime.

Durante quase um minuto e meio o vídeo mostra as agressões violentas, que são gravadas por várias testemunhas que assistem, sem tentarem qualquer intervenção para salvar a jovem. Pelo contrário.

Pela gravação é possível perceber que a agressão terá sido motivada devido a uma injúria da vítima à mãe de um outro jovem. As imagens mostram também que as agressões ocorrem junto ao centro comercial Colombo, em Benfica.

Ao que o tvi24.pt apurou a vítima frequentará uma escola de Queluz e terá 14 anos. Foi já identificada pela PSP, mas até ao momento não foi apresentada qualquer queixa.

Anteriormente, já Paulo Flor, porta-voz da PSP, tinha confirmado ao tvi24.pt que a PSP já tinha tido conhecimento do vídeo e que durante toda a manhã, «vários cidadãos por iniciativa própria, fizeram chegar as imagens à polícia», relata Paulo Flor que, acrescenta, que «a PSP já tinha tido conhecimento através da sua página do Facebook».

Depois de identificada a vítima, a PSP enviou o registo de ocorrência para o DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) que irá agora analisar o material recolhido, nomeadamente o vídeo. Se o DIAP considerar que a agressão consiste no crime de ofensas à integridade simples, o processo só terá seguimento caso os pais da menor apresentem queixa formal, uma vez que aqui estaremos perante um crime semi-público.

Caso o DIAP considere que é um crime de ofensas à integridade física qualificada, e portanto um crime público, será aberto um inquérito crime que seguirá mesmo sem queixa dos pais da jovem. Ao DIAP caberá ainda decidir se será a PSP a investigar o crime ou outra força policial.

Já a Procuradoria-Geral da República indicou ainda que o Tribunal de Família e Menores também já está ao corrente da situação.

Numa resposta à Lusa, a PGR lembra que «o Ministério Público não tem peritos informáticos ao seu serviço capazes de detectar, em tempo útil, crimes divulgados nas redes sociais», adiantando que «falta apoio especializado em matéria de crimes através da Internet».

Notícia inserida às 13:44